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O Desafio do Ensino Disruptivo



O cenário da educação atual tem passado por grandes debates e gerado mudanças, inclusive nos termos utilizados no cotidiano.


Empreendorismo, metodologias ativas, disruptivo... enfim, palavras novas para nosso dia a dia nos dando a sensação de estarmos sempre a um passo atrás em nossas aulas.


Mas o que fazer então?


Primeiramente é preciso compreender que todas as mudanças e avanços sugeridos impactam significativamente em nossa postura e modo de agir com os alunos.


É preciso pensar que esses são NATIVOS DIGITAIS e ao contrário de nós, já nasceram tendo ao seu alcance recursos e tecnologias que muitas vezes nos assustam, mas que são hoje um dos verdadeiros motivos para que quebremos os paradigmas adotados até então no processo ensino aprendizagem.


Essa nova caracterização dos alunos do século XXI impactam diretamente em nosso dia a dia, exigindo de nós novos planejamentos, aulas mais dinâmicas e principalmente participativas.


Não é mais aceitável que as escolas percebam tais mudanças de comportamento e fiquem passivas. Posicionar-se e rever as propostas pedagógicas utilizadas se faz urgente.

O ensino disruptivo exige que que a aprendizagem dos alunos em todas as etapas da educação básica e também no ensino superior proponha competências relativas à valorização do conhecimento e as metodologias ativas podem ser grandes aliadas.


Inclusive, essa é uma expressão cada vez mais em pauta nas discussões de eventos e encontros educacionais, propondo que os profissionais da educação inovem em seus processos, revendo suas práticas e se transformando em educadores que consideram o aluno um protagonista de seu aprendizado.


Tais metodologias promovem a tão sonhada autonomia, solicitada inclusive nos projetos políticos pedagógicos.


Lembremos de Paulo Freire que já afirmou que as experiências de aprendizagem devem despertar a curiosidade do aluno. Isso é possível no momento que que utilizamos a curiosidade desses e incentivamos o uso com concreto, possibilitando o contato com situações onde se possa questionar a realidade e transformá-la através do conhecimento.


Porém, tal posicionamento, em tempo de tecnologias digitais, se mostra como um grande desafio, uma vez que a reflexão sobre a utilização de estratégias que estejam mais próximas dos alunos e que despertem o interesse dos mesmos pela descoberta parece impossível para nós professores.


Por isso, aprender e ensinar envolvem uma maior reflexão por parte dos educadores que apesar das dificuldades, consideram a superação desses desafios uma necessidade.


A busca por um ensino disruptivo aponta para uma postura educacional que veja a sala de aula como um ambiente desafiador, com foco no desenvolvimento de uma aprendizagem que desenvolva o espirito empreendedor de cada aluno.


É preciso novas disposições da sala de aula com layout diferenciado do tradicional, apresentação de estudos de casos e métodos diversos para a apresentação do conteúdo, indo muito além de exposições de conceitos.


A gamificação, a pedagogia de projetos e a sala invertida são exemplos de experiências que dão certo e promovem a participação ativa dos alunos.


A disrupção do ensino exige de todos os educadores o rompimento com práticas tradicionais, fazendo com que repensemos a cultura trabalhada em sala de aula. Ampliar o ensino para que sua atuação vá para além dos muros da escola, revendo as relações entre professores e alunos.



Agora que falamos sobre os desafios do ensino disruptivo, que tal conferir os 7 pontos fundamentais para se iniciar um processo de metodologias ativas?

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