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Formação Continuada e Permanente como estratégia de melhoria na qualidade do ensino


Você já parou para pensar em todos os desafios enfrentados para exercer a profissão docente?


Desde o planejamento anual, plano diário e enfrentamento da sala, até encontrar a melhor estratégia de avaliação, nós professores estudamos, refletimos e agimos em um constante processo que leva ao aprendizado de nossos alunos.


Porém, ao terminarmos nosso planejamento muitas dúvidas surgem: qual a melhor didática ou metodologia? Quais recursos ou tecnologias posso utilizar?


Mesmo com uma formação inicial sólida, chega um momento que todos os conhecimentos adquiridos se tornam obsoletos e precisamos resignificar a posição de professor e entender o que há de novo no processo de ensino-aprendizagem, quais as legislações que nos cercam e como elas se transformaram, quais as técnicas mais novas, e, principalmente, qual aluno temos em sala de aula.


A formação continuada é uma ferramenta valiosa e fundamental no âmbito pedagógico


Falar do contexto educacional e suas necessidades é saber que estamos em um universo bastante amplo e com diferentes perspectivas para análises e intervenções, tornando a formação continuada e permanente uma valiosa ferramenta. Trabalhar com professores de maneira a incentivar reflexões contínuas sobre os processos internos e externos que envolvem o âmbito pedagógico é, além de importante, necessário.


O momento educacional brasileiro é bastante diferenciado e necessita de discussões sérias para decidirmos os rumos dos Projetos Políticos Pedagógicos e currículos de nossas escolas, afinal, tivemos a Homologação e Implementação da BNCC, estamos em transição de governos Federal e Estaduais, além de outras diversas pautas que circulam no cenário nacional para votação.


Os momentos de reuniões e encontros pedagógicos nas escolas devem ser organizados de maneira a atender o atual formato da educação, onde todos possam ter oportunidade de opinar, fazer reflexões críticas e contribuir para o processo formativo.


O espaço escolar é o local privilegiado de formação, ampliando o universo de conhecimento dos professores.


Estabelecer um cronograma adequado, pautas interessantes e incentivar a participação de todos são requisitos essenciais para que a formação continuada e permanente seja uma estratégia de melhoria da qualidade de ensino.


A proposta deve contribuir para que o conhecimento seja socializado, da melhor forma possível, em um processo de humanização.


A capacitação do professor para a melhoria de sua prática requer atitude frente aos desafios pedagógicos, políticos e sociais, e deve sempre estar pautada em uma sólida teoria.


A formação “em serviço” não pode ser entendida como treinamento ou reciclagem, uma vez que isso limita a capacidade do professor de discutir e refletir diante de sua situação de profissão, um processo que se transforma de acordo com as mudanças sociais.


Cada profissional da educação sabe que superar os desafios apresentados por essas mudanças da sociedade não é uma tarefa fácil e muito menos solitária.


Enfrentar velhos e novos problemas significa que devemos conduzir nossa formação a partir de um processo de emancipação e autonomia, nos alimentando de todo o conhecimento possível para que esse processo se efetive.


Falar de formação continuada e permanente é falar do professor que está em constante processo de formação, buscando sempre se qualificar, podendo melhorar sua prática docente e seu conhecimento profissional, levando em consideração também a sua trajetória pessoal.


Como deixar os encontros mais produtivos?


Alguns pontos devem ser revistos pela gestão para que os encontros sejam mais produtivos:


• Compartilhar com os professores os propósitos dos encontros e as metas a serem alcançadas.

• Não copiar modelos desenvolvidos por terceiros que não levem em conta a realidade da escola e o diagnóstico dos estudantes e professores.

• Analisar os Projetos Políticos Pedagógicos, identificando qual é a concepção de educação, de aluno e de professor que sua escola acredita.

• Decidir junto com gestores quais os conteúdos da formação são importantes para os encontros, que poderão acontecer semanal, mensal e até semestralmente, pois não se irá perder tempo com o que não é prioridade.


Não podemos esquecer de um ponto importantíssimo: a avaliação dos encontros e principalmente do que foi aplicado em sala de aula. A avaliação desse processo irá auxiliar na revisão do plano de formação continuada e permanente na escola, tornando a participação dos professores bem mais efetiva e eficiente.


Que tal agora você propor em sua escola a construção de um plano de ação para a formação continuada do próximo semestre? Se precisar de ajuda, estou aqui para auxiliar!

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